Bem Louca II

Taisa Lira | Follow Me! | Wednesday, 16 July 2008

Segunda escala: Far far away (o mais longe e desabitado que você possa imaginar). Estradinha de terra, mato, cerrado, mato, vaquinhas desnutridas, cerrado. Entre Luziânia e Brasília, num vilarejo capenga moram meus queridos avós, os quais eu vejo com muita pouca freqüência…

Explicar o porquê de eles morarem em Tão tão distante, não é uma história curta, e também nem um pouco necessária pra vocês entenderem a minha frustração de passar mais de uma semana das minhas férias num lugar desses. Repetindo a descrição: Estradinha de terra, mato, cerrado, mato, vaquinhas desnutridas, cerrado. Pra dar gosto coloquem: vento, poeira, uma seca maldita de centro-oeste, frio e uma televisão.

O pior aconteceu! Eu comecei acompanhar a novela das 21h e já to torcendo pra Débora Secco apanhar e pro Kauê Reymond me dar um beijo na boca (Porque uma boca daquela, não existe!). Comecei a ler, mas o livro tinha uma história tão empolgante que me dava vontade de pular o portão, montar num dos cavalos ossudos e desbravar os mistérios do mundo! No geral, comi feito uma porquinha. Minha avó me entupiu dos melhores quitutes, principalmente de pudim de leite. E num ato de desespero, até dos tomates que colhi na horta, tirei foto pra me distrair.

Até que veio a salvação! Um dia no centro! Na civilização! Em Brasília! Não que seja a minha favorita civilização, mas era a única que eu tinha a disposição. Fui rever uma amiga, demos boas risadas, prometi voltar com mais tempo. Comprei uma sandália à preço de banana e mais umas tranqueirinhas na Feirinha da Torre (Se você vier a Brasília, TEM que vir a esse lugar).

Vezes, me sinto uma idiota reclamando tanto desse lugar. Tenho que me colocar no lugar dos outros. Mas assim, enfim, quem sabe, com muita fé, isso muda logo. Eu volto amanha, mas eles… Ainda não.

Não há comentários.

Ainda não há comentários.

Escrever um comentário

RSS feed para os comentários desta postagem. TrackBack URI