Across muitos ocorridos…
Perdoem-me o desleixo em não postar aqui! Mas o motivo foi coerente: Final de semestre na faculdade somado a um ultra-jaspion-vírus destruidor e um computador quase duas semanas no conserto. Triste não?
Enfim estou de volta! Com a mente borbulhando de coisas legais, não tão legais, hiper legais e começando por uma que eu classifico como ‘um bom conselho’: Não percam o seu precioso tempo pingando de locadora em locadora durante um mês atrás de um filme nomeado “Across The Universe” porque será provavelmente a maior perda de tempo do universo.
O filme que veio com uma intenção maravilhosa, mas com um resultado catastrófico, fez-me apaixonar por seu muito bem ‘encaixado’ trailer. “Meu Deus! É um musical com só, somente, só canções do Beatles!”. Eu pirei. Adoro musicais! E na hora de assistir a animação não foi tanta.
Começou legal, com “Girl”. Os dois mundos: o inferninho britânico e a brilhantina americana. Mas depois, eu não acreditava… O que era aquilo? Porque tantos agudos? Porque tantas coreografias? Por que tão artificial? Porque quando o cara se atira na pista de boliche todo mundo se atira junto? Porque aquele padre gira tanto na sala das enfermeiras? Porque tudo tão junto? Tão coreografado? Tão High School Musical??
Nada contra a novelinha da Disney, que pelo menos acerta no público alvo a que foi designado. Confesso ter me deixado levar em algumas canções. Da metade pra frente, o filme não fica tão terrível como me parecia. Mas você já está tão saturado quanto a fotografia do filme. Cansado da ladainha. Comecei a gostar de I Want You (She’s So Heavy), mas novamente as coreografias exageram na dose. Fica um polegar positivo para “Strawberry Fields Forever” as cenas da guerra do Vietnã e a revolta da personagem Jude se encaixam perfeitamente, que por fim lhe remetem a imagem da adolescente fugindo da bomba de Napalm. – Sobre águas acinzentadas e maquiagem sinistra lembrando propositalmente o Butô.

O que é “Across The Universe”? Pra mim não passou de uma Orgia Coreografada. Personagens superficiais em conjunto. E tudo o que tinham pra dar certo com os figurinos, com a fotografia, com os efeitos, com a temática e toda aquela psycodelia, veio por água a baixo. Parecia uma tentativa forçada de conscientização. Pra mim não colou, não deu. Serviu só pra dar risada e pra ficar com “Hey Jude” martelando na cabeça durante semanas.
Convenhamos que nisso até que foi legal. Tirei o ‘Let it Be’ da gaveta do meu pai esses dias. Tinha me esquecido o quanto “The Long and Winding Road” é linda…









